São diversos os tipos de acontecimentos que ocupam os meios de comunicação social. A maior parte da informação que chega aos jornalistas é fabricada, construída e manipulada, tendo em conta determinados objectivos, ou seja, quando alguém liga para uma redacção a contar um determinado acontecimento quase sempre o faz de acordo com os seus interesses, quase sempre a pessoa que liga conta os factos que mais lhe convêm. Isto é manipulação de informação.
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Aqui vão 5 exemplos que contêm a expressão "facto político":
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1) "Esta candidatura marca um facto político irreversível: ela assume o direito de pensar, de criticar, de agir e combater. Ela constitui-se como um movimento de inquietação cívica mobilizador de jovens por todo o país, de norte a sul, do litoral ao interior. Ela assume o romantismo e a seriedade que o exercício da política tem perdido, ela recupera o valor da consciência e de como ela é soberana nas decisões."
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2) "O Governo Regional da Madeira quer criar um facto político com o argumento de que não tem dinheiro para aplicar na Região a lei do aborto, disse hoje o líder parlamentar do PS-M Bernardo Martins."
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3) "Ninguém pode ter dúvidas sobre a legitimidade democrática do governo e não haverá também dúvidas sobre o seu intento em extinguir a actual RTP. Contudo, a noção de que os passos anunciados pela Governo na passada semana são apenas a aplicação do programa de um Governo até legitimado do ponto de vista político por uma moção de confiança na Assembleia da República, essa noção é altamente questionável - ao contrário do que, por exemplo, supõe o anónimo autor de um Semáforo vermelho ao Conselho de Opinião da RTP, na última página do PÚBLICO de ontem, que repreende o mesmo órgão por uma espécie de facto político que este (pelo menos ainda) não praticou, a saber, uma hipotética rejeição de um Conselho de Administração que viria apenas aplicar o programa do Governo".
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4) "Um outro facto, ao invés, mereceu uma atenção mediática inversamente proporcional à sua mais valia nacional. Ao atacar Maria José Morgado, Paulo Portas visou criar um facto político com dois objectivos dar corpo ao levantamento interno contra Ribeiro e Castro, provando que com o estalar de um dedo consegue fazer virar para si todos holofotes; dar continuidade à sua antiga urticária contra uma mulher afastada do combate ao crime durante os tempos em que co-governava (?) o país. O ataque nada tinha, portanto, a ver com o que era enunciado já que Portas bem sabe que a cidadania ainda não morreu e nem só quem colabora com o CDS tem direito ao bom nome em Portugal".
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5) "Esta interpelação fica marcada por um facto político absolutamente incontornável, que já foi referido mas que merece ser sublinhado: o silêncio e agora a ausência do Sr. Primeiro-Ministro".

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