30/05/2007

Aula 23: Karl Rove: Um Spin Doctor a sério!


Karl Rove além de ser um dos conselheiros políticos mais prestigiados em todo o mundo é conhecido como o verdadeiro Spin Doctor. Durante anos ele foi a sombra de George W. Bush. Assumiu-se como um republicano e a sua paixão pela política e pelo poder surgiu nos primeiros anos de vida.
Autodidacta e leitor compulsivo, no que diz respeito à história americana, Karl Rove acabaria por entrar para a política aos 19 anos de idade. Como um verdadeiro spin doctor, ele é discreto e não reconhece o seu trabalho, por isso, existem muitos acontecimentos em que se diz "deve ter sido Karl Rove!".


COMO É O SEU TRABALHO?

O seu trabalho é sujo, uma vez que ele controla os acontecimentos, manipula, faz campanhas negativas, destrói os opositores, não há regra que ele não quebre para ajudar o seu candidato, é insensível, utiliza fugas selectivas de informação, inventou a guerra do Iraque por razões políticas.

Após ter pesquisado consegui encontrar duas citações de Karl Rove:

1."Não se riram dele, mas muitos comentadores americanos confessaram, e escreveram isso, ter esboçado um sorriso interior quando há seis dias ouviram o principal estratego dos republicanos, Karl Rove, afirmar no fim de um comício de George W. Bush: "Para nós, quanto maior for a afluência às urnas, melhor".

2."Rove tem sido muito criticado por dizer que os liberais responderam ao ataque querendo oferecer uma terapia aos terroristas – mas o que ele disse sobre os conservadores, que eles “viram a selvageria do 11/09 e dos ataques e se prepararam para a guerra”, é igualmente falsa. O que muitos deles realmente viram foi uma oportunidade política – e nenhum outro aproveitou mais essa oportunidade do que Rove".

23/05/2007

Aula 22: "MANOBRAS NA CASA BRANCA" (ACT1)

“Manobras na Casa Branca”, de título original “Wag the Dog”, é uma sátira à vida política e à manipulação mediática existente nas sociedades modernas. Este filme pretende demonstrar como um Spin Doctor age em determinadas situações.
Barry Levinson, o realizador, contou com a colaboração de dois grandes senhores do cinema americano, Dustin Offman e Robert de Niro, para nos mostrar como pode um Presidente ganhar as eleições mesmo depois de ter sido alvo de um escândal sexual.
Fazendo um breve resumo do filme os assessores do Presidente dos E.U.A. descobriram que o jornal Washington Post ia publicar uma notícia que envolvia um escândalo sexual entre o Presidente e uma jovem. Faltavam apenas 11 dias para as eleições e este escândalo podia arruinar por completo a campanha do Presidente. Era preciso abafar o caso e manter a opinião pública destraída. Para se resolver este problema foi preciso chamar à Casa Branca Conrad Brean, cuja profissão consiste em manipular a comunicação social e, através dela, o povo americano.
Conrad Brean com a ajuda de Stanley Motss, famoso productor de hollywood, vão desviar a atenção do escândalo para uma série de acontecimentos.

Respondendo à questão colocada em aula, o consultor Conrad Brean tem algumas semelhanças com os 3 consultores do filme Boris. Existem, de facto, alguns pontos de contacto entre os consultores de ambos os filmes.

1.O primeiro ponto em comum nos dois fimes é que não existe contacto directo com o Presidente. No filme Boris o presidente não aparece aos olhos dos consultores apesar de estes o verem na televisão. Já no filme Manobras na Casa Branca também não há presidente para ninguém. Ele não aparece e a única vez que se manifesta é na decisão da cor do gato para um vídeo, uma montagem sobre a guerra da Albânia. Deste modo é transmitida a ideia de que o presidente se resume a uma imagem e que precisa de uma equipa capaz de implementar medidas para a resolução de problemas.

2.Outro ponto em comum é que em ambos os os filmes as campanhas realizadas dão resultado e o Presidente ganha as eleições.

3.São criados anúncios, slogans, tudo isto para favorecer as campanhas de ambos os Presidentes. Em SB criaram o slogan “Votem no Ieltsin para bem dos vossos filhos” e em MCB “Courage Mom” e “Old shoe”.

4.São também utilizados os chamados “focus group” nos dois filmes, isto é, organizam-se em grupos de focus que lhes permite testar argumentos, as imagens, os slogans e os cartazes. Se uma imagem não agradar ao grupo é imediatamente retirada. No filme Manobras na Casa Branca a técnica " focus group" é desenvolvida com um grupo de 30 secretárias onde é lido um discurso de um soldado norte americano e do suposto apoio que o presidente irá dar. Após o discurso as secretárias saiem emocionadas.

5.Era preciso moldar/melhorar a imagem do Presidente em ambos os filmes de modo a torná-la mais simpática aos olhos do eleitorado.

Podemos então concluir que a ideia transmitida no filme “Manobras na Casa Branca”, faz uma crítica, em forma de comédia à comunicação social e às campanhas eleitorais. Demonstra ainda como os media podem ser manipulados pela política ao mesmo tempo que se molda a opinião pública. Porém, não nos podemos esquecer de que enquanto ficção o filme funciona bem mas na realidade as coisas não são bem assim. Seria impossível que os jornalistas não se apercebessem de que tudo não passava de uma farsa.

Há ainda a salientar que a imagem do Presidente está sempre oculta. De acordo com o realizador do filme, isto aconteceu porque o importante não era o presidente mas sim as relações e toda a estratégia que uma campanha eleitoral exige.

17/05/2007

Aula 21: Spinning da informação e os Spin Doctors (ACT)

Podemos dizer que o Spin Doctor é uma das áreas das Relações Públicas que reúne um conjunto de características e tarefas que caracterizam a sua função. Normalmente é um ex-jornalista, um ex-político ou até mesmo um ex-publicitário.
Apesar de ter a “fachada” de assessor político ou de conselheiro de comunicação, um Spin Doctor é alguém que utiliza informações manipuladas, que serão apresentadas aos media e à opinião pública com a finalidade de ganhar eleições.
Um verdadeiro spin doctor faz o seu trabalho sem olhar a meios para servir o seu cliente.
Compete-lhe seleccionar informações, que considera desejadas, para conseguir aconselhar, influenciar, manipular e o fundamental construir uma opinião favorável.
Nos E.U.A e na Inglaterra é muito frequente os políticos recorrerem a estes técnicos para melhorarem a sua imagem junto da opinião pública. Em Portugal isto ainda não acontece apesar dos nossos políticos terem demonstrado um grande interesse neste campo.
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A manipulação obedece a um conjunto de estratégias e técnicas e é a forma mais fácil e dissimulada de obter uma vitória. O “spin doctor” escolhe aquilo que mais lhe interessa, da forma que lhe é mais favorável. Manipular, mentir, omitir, são estes os conceitos que estão intimamente ligados e que são usados, actualmente, de forma consciente na área da política.

Como a própria palavra o diz, to spin significa fazer girar, alterar, desviar a atenção, a trajectória, enganar o adversário. Daí os spin doctors serem considerados os verdadeiros mestres da manipulação.
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De acordo com uma reportagem da Revista Visão:
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“esta expressão tipicamente anglo-saxónica designa os novos rasputines da democracia, simultaneamente fazedores de reis e conselheiros especiais, especialistas em reviravoltas de opinião, modeladores de eleições, inventores de imagens, fabricantes de consensos. Ou seja, são os manipuladores da política moderna”.
Revista Visão, 13 de Novembro de 2003 – Os mestres da Manipulação, pág.84
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Como já vimos em aulas anteriores existem duas realidades para a palavra manipulação. A primeira realidade é no sentido de destacar um facto em detrimento de outro, já a segunda remete-nos para a a mentira, para a artificilalização. Destacam uma parte da realidade muitas vezes mentindo.

Na minha opinião a palavra spin doctor insere-se na segunda realidade porque como já referi atrás é alguém que utiliza informações manipuladas para serem apresentadas aos media e à opinião pública com a finalidade de ganhar eleições. O maior objectivo de um spin doctor é escolher ou procurar a forma mais favorável de alcançar a vitória do seu candidato político.
O trabalho de um Spin Doctor é muitas vezes feito às "escondidas" e nenhum assume que manipula ou faz "jogo sujo” para conseguir alcançar os objectivos. Aliás uma das características dos Spin Doctors é o facto de eles serem discretos, uma vez que ninguém diz ser um Spin Doctor.
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Citação
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Jonh Hartley afirmou que:
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"Parte da arte do Spin consiste em usar contactos seleccionados e fugas de informação para provocar a cobertura na imprensa e na rádio ou em espectáculos televisivos antes da publicação de algo arriscado – por exemplo, um relatório critico ou números poucos precisos sobre a economia".
Comunicação, Estudos Culturais e Media – conceitos chave; Quimera Editores; 2004, pág.28
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Ideias-chave:
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“O político não é um spin doctor, o spin doctor é alguém que trabalha para o político.”
“Na política de um spin doctor, vale tudo.”
“As acções de um spin doctor, desde que bem coordenadas podem resultar em verdadeiros “milagres”…”
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Spin Doctors cartoon
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"We have good news and bad news. The good news is we've developed a credible spin for the bad news..."

23/04/2007

Aula 19: "SPINNING BORIS"


Boris foi realizado, em 2003, por Roger Spottiswood e tem como protagonistas Jeff Goldblum (George Gorton), Anthony LaPaglia (Dick Dresner) e Liev Schreiber (Joe Shumate). Esta película retrata algumas das técnicas utilizadas pelo Marketing Político. Baseado em factos reais pretende demonstrar a força e a importância que os consultores de comunicação têm nas sociedades democráticas. Este filme mostra todas as artimanhas usadas para a reeleição do Presidente da Rússia em 1996.





A dada altura do filme o Presidente da Rússia vê-se forçado a jogar a última carta do baralho e aceita a proposta do trio de "marqueteiros americanos" para fazer uma campanha negativa. Como exemplos desta campanha negativa temos:

  • Uso de anúncios, Slogans, e PELOTÕES DA VERDADE.
  • “Em 1917, ninguém sabia que os comunistas matariam milhões e arrasariam comunidades inteiras. Os comunistas não mudaram de nome, nem alteraram os métodos. Ainda não é tarde para evitar a agitação civil. MANTENHA A RÚSSIA EM SEGURANÇA.” Lançaram uma campanha com este slogan onde mostravam imagens dos ataques bolchevistas de 1917.
  • Decidiram acabar com os discursos massudos e longos de Yeltsin que normalmente demoravam cerca de três a quatro horas.


  • Puseram o Presidente a plantar árvores pois isso mostra que ele se preocupa com o ambiente, não se importa de se sujar e gosta de se misturar com o povo.


  • Um dos consultores após ter visto ex-combatentes a tentarem vender as suas medalhas para sobreviverem decidiu falar com o colega e juntos fizeram surgir o cartaz " VOTEM NO YELTSIN PARA O BEM DOS VOSSOS FILHOS". Este cartaz foi posto aos olhos dos ex-combatentes.


A 16 de Junho de 1996 Yeltsin conquista 35,2% dos votos e derrota Yuganov por 3%. Dias depois, a história secreta do trio de "marqueteiros americanos" que transformaram uma derrota anunciada em vitória era capa da revista Time. A estratégia foi um sucesso.







LINK DE INTERESSE:


A comunicação na construção da imagem dos políticos


05/04/2007

Aula 18:Campanhas Negativas na NET

A campanha negativa é uma das técnicas utilizadas pelo Marketing Político. O candidato empenha-se em "dizer mal" do adversário, revelando os defeitos do próprio. Ele deixa de se preocupar apenas em evidenciar as suas qualidades.

Uma campanha negativa tem como seguintes características:


  • Acusações (implícitas ou explícitas), insinuações, comparações, criação ou aparecimento de rumores.
  • Cartazes e publicidade dirigida.
  • Insultos e dialéctica violenta.

Respondendo à pergunta em questão a internet tem um papel fundamental nas campanhas negativas. Ela é usada estrategicamente pelos candidatos para provocar notícias em tempo real. Todos os candidatos exploram as potencialidades da internet como um importante instrumento para as estratégias de comunicação.

"A próxima, e potencialmente mais imprevisível, zona de expansão na arte das campanhas negativas é a Internet. Na Internet, a disseminação de informação já não é restrita aos profissionais. Os jornalistas, com todas as suas restrições, estão a tornar-se apenas numa, entre muitas, fonte de informação. A fronteira entre notícias e opinião esbateu-se, provavelmente para sempre, devido à proliferação de amadores na arte das notícias na Internet e também devido a muitas das práticas dos próprios jornalistas profissionais, sobretudo na televisão".

"O que está a explodir é a variedade de informação disponível na Internet: informação em bruto, sem filtragens e censuras. O veículo mais comum para a disseminação de notícias e opinião são os blogs, em proliferação massiva. Existem blogs de todas as tendências políticas possíveis. E se antes costumavam estar limitados a um pequeno grupo de pessoas que sentia a necessidade de apresentar as suas opiniões a um grupo que partilhava interesses semelhantes, hoje falamos de “blogosfera”. O termo foi cunhado em 1999 por Brad L. Graham, um especialista em comunicação ligado ao teatro, de St. Louis, em jeito de anedota, mas agora está referenciado na enciclopédia da Internet, a Wikipedia. Recentemente, a blogosfera foi reconhecida, embora relutantemente, pela imprensa como uma força real no espaço público".

"A campanha "negra" veio para ficar e a imagem dos políticos tende, deste modo, a sofrer mais um factor de degradação”. Pois, uma campanha negativa é sempre uma campanha sem ética. Daí que os políticos devem abstrair-se de lançar ataques falsos e enganosos aos seus adversários. Logo, se uma campanha positiva se faz na comunicação social, uma campanha negativa faz-se muito mais.

LINK DE INTERESSE:

O uso da Internet em campanhas eleitorais

Aula 17:A arte manipuladora do SOUNDBITE (ACT da imagem)
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O soundbite é uma forma de manipulação da opinião pública muito simples, mas eficaz. Ou seja, consiste em escolher a palavra certa que a comunicação social irá agarrar no dia seguinte.
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O Soundbite tem como principal característica ser cada vez mais curto pois na televisão é necessário que os políticos tenham no seu discurso algumas palavras-chave que se destaquem das outras. Só assim conseguirão atrair a atenção dos jornalistas e entrarem no espaço mediático.
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Citação:
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“Nas democracias, os políticos, mesmo os mais importantes, têm de sintetizar as suas ideias em duas ou três frases curtas e em meia dúzia de sinais. Só assim conseguem fazer passar as suas mensagens”
MARTINS, Luis Paixão, Schiu… está aqui um jornalista, Notícias Editorial, 2ª edição, pág.19.
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Vejamos um exemplo de um soundbite:
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Perante a recusa de Cavaco Silva no uso da sua imagem nos outdoors do PSD para as legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, Luís Filipe Menezes proferiu o seguinte soundbite: "Cavaco não é dono da sua imagem".

«Em Portugal, os homens de Estado não se criam, decretam-se, escreveu Eça de Queiróz em 1867, no Distrito de Évora. Já não há reis que detenham o poder de «com uma assinatura, elevar um homem qualquer, ignorante e nulo, àquela ciência, àquela superioridade de espírito, àquela altura intelectual que pedem as regências públicas», como acrescentava Eça. Mas a televisão e a imagem substituíram o monarca nessa função de decidir, por razão ou por capricho, quem é e quem não é homem de Estado.



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A elaboração da lista de deputados prolonga hoje essa mistura de vaidade, espírito burocrático e ignorância que o autor das Páginas de Jornalismo retratava no século XIX. Ficando demonstrado, através da palavra de Eça, que a mediocridade é anterior à televisão na história da humanidade.
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A cobertura mediática das listas potenciou os casos negativos, à medida que estes se ofereceram. No PSD, sobressaiu a entrevista doméstica a Pôncio Monteiro, o que sempre permitiu apreciar a decoração da casa, em particular o quadro exposto sobre a lareira. No PS, destacou-se que na lista com mais mulheres de sempre ficou de fora a presidente das mulheres, além do caso Paulo Pedroso. O PP saiu em glória, fresco que nem uma alface, chegando ao excesso de se declarar «um partido sossegado» (as televisões expuseram mesmo um dirigente que adormeceu).

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Assim, Portas conseguiu salvar a imagem do PP dos destroços do tsunami governamental. Já o PS, ao aplicar aos casos Pedroso e Fertuzinhos a solução cozida, que não é carne nem peixe e é carne e peixe ao mesmo tempo, mostrou que o guterrismo é uma ideologia viva. O Bloco já não viabiliza governos socialistas um ziguezaguear tranquilo. A fava do bolo-rei das listas saiu ao PSD, agravada pelo episódio do cartaz, um restyling do famoso ícone marxista-leninista, apesar das dissemelhanças capilares. Note-se como Sá Carneiro aparece, sorridente, num ângulo idêntico ao de Santana Lopes, enquanto Cavaco aparece de frente, inexpressivo. O grande soundbite televisivo foi de Luís Filipe Menezes «Cavaco não é dono da sua imagem». Assim se provando que o estatuto de homem público é definido por decreto visual.


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A TVI elegeu ontem Coimbra como o duelo mais interessante da campanha. A nomeação mediática valoriza Nobre Guedes enquanto figura ecológica, o que capitaliza a favor do PP toda a carga negativa da co-incineração. A SIC lembrou que a presença de Matilde Sousa Franco é ausência de Manuel Alegre no «distrito da co-incineração». Sua Majestade, a televisão, decreta assim a sua vontade».
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O espaço político é tão disputado que a eficácia do político é determinada pelo facto de este conseguir ou não divulgar a sua mensagem. Para tal, tornou-se vital a recorrência às ferramentas do marketing político que chegam, inclusivamente, a incidir na sua própria imagem , controlando desde o modo como se veste ao modo como fala. Há, contudo, qualidades inatas que poderão favorecer a condição do profissional da política, como, por exemplo, o carisma.

20/03/2007

Aula 16: Custódio Oliveira no ISLA-GAIA

Custódio Oliveira ex-assessor de imprensa de Fernando Gomes e proprietário da empresa Omnisinal esteve no passado dia 21 de Março no Isla. Em conferência falou aos alunos do seu percurso profissional, do seu trabalho na câmara no ministério e também como estratega de comunicação.

Custódio Oliveira em conversa com o Prof. J.P.Menezes
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Posteriormente à conferência foi-nos colocada uma pergunta:
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"Pensa que poderemos considerar o exemplo dado e relativo ao «Parque da Cidade» do Porto como um pseudo-acontecimento, inserido numa estratégia de comunicação? Porquê?"
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Custódio Oliveira deu o exemplo do Parque da Cidade do Porto.
O parque da Cidade entrou em discussão por causa de um projecto de passar ao meio uma avenida impossibilitando a criação um espaço verde. Fernando Gomes decidiu então “pôr mãos à obra”. Começou por fazer diversas reuniões com jornalistas e arquitectos para discutir sobre o Parque.
Tomaram como primeira decisão que nenhuma avenida iria atravessar o Parque porque este seria o maior parque urbano construído na Europa.
De seguida decidiram que não se iria construir uma avenida em frente ao mar porque existia na altura um conjunto de casas no projecto inicial.
Ligado a isto foram criados dezenas de actos de comunicação, como por exemplo, arranjaram-se helicópteros da Força Aérea para mostrar as zonas verdes do porto aos jornalistas.
Segundo Custódio Oliveira das coisas mais positivas da cidade do Porto e dos mandatos de Fernando Gomes é o Parque da Cidade. Talvez a mais positiva, e o parque da cidade é o filho do buraco do Bom Sucesso .

“A cidade ganhou um parque fantástico por causa de um buraco, de um shopping, de um prédio” Custódio Oliveira
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O ex-assessor referiu que se não tivesse existido o prédio aquele parque seria rodeado de casas, iria ter uma avenida de obras ao meio.
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Este exemplo dado por Custódio Oliveira é claramente um exemplo de um pseudo-acontecimento inserido numa estratégia de comunicação. O importante era fazer com que os jornalistas e o público se interessassem pelo projecto do Parque da Cidade e se esquecessem da suposta avenida que iria atravessar o Parque.
Aula 15:Criar "factos políticos"

São diversos os tipos de acontecimentos que ocupam os meios de comunicação social. A maior parte da informação que chega aos jornalistas é fabricada, construída e manipulada, tendo em conta determinados objectivos, ou seja, quando alguém liga para uma redacção a contar um determinado acontecimento quase sempre o faz de acordo com os seus interesses, quase sempre a pessoa que liga conta os factos que mais lhe convêm. Isto é manipulação de informação.
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Aqui vão 5 exemplos que contêm a expressão "facto político":
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1) "Esta candidatura marca um facto político irreversível: ela assume o direito de pensar, de criticar, de agir e combater. Ela constitui-se como um movimento de inquietação cívica mobilizador de jovens por todo o país, de norte a sul, do litoral ao interior. Ela assume o romantismo e a seriedade que o exercício da política tem perdido, ela recupera o valor da consciência e de como ela é soberana nas decisões."
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2) "O Governo Regional da Madeira quer criar um facto político com o argumento de que não tem dinheiro para aplicar na Região a lei do aborto, disse hoje o líder parlamentar do PS-M Bernardo Martins."
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3) "Ninguém pode ter dúvidas sobre a legitimidade democrática do governo e não haverá também dúvidas sobre o seu intento em extinguir a actual RTP. Contudo, a noção de que os passos anunciados pela Governo na passada semana são apenas a aplicação do programa de um Governo até legitimado do ponto de vista político por uma moção de confiança na Assembleia da República, essa noção é altamente questionável - ao contrário do que, por exemplo, supõe o anónimo autor de um Semáforo vermelho ao Conselho de Opinião da RTP, na última página do PÚBLICO de ontem, que repreende o mesmo órgão por uma espécie de facto político que este (pelo menos ainda) não praticou, a saber, uma hipotética rejeição de um Conselho de Administração que viria apenas aplicar o programa do Governo".
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4) "Um outro facto, ao invés, mereceu uma atenção mediática inversamente proporcional à sua mais valia nacional. Ao atacar Maria José Morgado, Paulo Portas visou criar um facto político com dois objectivos dar corpo ao levantamento interno contra Ribeiro e Castro, provando que com o estalar de um dedo consegue fazer virar para si todos holofotes; dar continuidade à sua antiga urticária contra uma mulher afastada do combate ao crime durante os tempos em que co-governava (?) o país. O ataque nada tinha, portanto, a ver com o que era enunciado já que Portas bem sabe que a cidadania ainda não morreu e nem só quem colabora com o CDS tem direito ao bom nome em Portugal".
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5) "Esta interpelação fica marcada por um facto político absolutamente incontornável, que já foi referido mas que merece ser sublinhado: o silêncio e agora a ausência do Sr. Primeiro-Ministro".
Aula 14: Consultora de Comunicação

Ideias Chave:
Empresário revoluciona Mcdonalds em Nogueira
Para Vitor Gomes não há limites
Levar as coisas sempre para a frente é o lema dele

Público-Alvo:
População de Nogueira (oito quilómetros de Bragança).

Meios de comunicação:
Criação de um site na Internet.
Divulgação de alguns anúncios em jornais e revistas da terra onde irá constar a grande iniciativa do empresário.
Durante um dia oferecer um hamburger as pessoas que visitarem a sua loja afim de as incentivar a voltarem mais vezes.

25/01/2007

Aula 13: Avaliação Intermédia



Esta aula foi dedicada à avaliação dos blogues. Apesar de ter sido uma avaliação indicativa os comentários do docente ilucidaram os alunos presentes no que diz respeito a alguns pontos a melhorar.
Aula 12: Correcções dos blogues


A aula 12 foi dedicada a correcções metodológicas relativamente aos blogues dos alunos. Os critérios de avaliação usados dividem-se entre a actualização e manutenção regular da página, a capacidade de estabelecer novas ligações com matérias relevantes e ainda o aprofundamento das matérias.