20/03/2007

Aula 16: Custódio Oliveira no ISLA-GAIA

Custódio Oliveira ex-assessor de imprensa de Fernando Gomes e proprietário da empresa Omnisinal esteve no passado dia 21 de Março no Isla. Em conferência falou aos alunos do seu percurso profissional, do seu trabalho na câmara no ministério e também como estratega de comunicação.

Custódio Oliveira em conversa com o Prof. J.P.Menezes
.
Posteriormente à conferência foi-nos colocada uma pergunta:
.
"Pensa que poderemos considerar o exemplo dado e relativo ao «Parque da Cidade» do Porto como um pseudo-acontecimento, inserido numa estratégia de comunicação? Porquê?"
.
Custódio Oliveira deu o exemplo do Parque da Cidade do Porto.
O parque da Cidade entrou em discussão por causa de um projecto de passar ao meio uma avenida impossibilitando a criação um espaço verde. Fernando Gomes decidiu então “pôr mãos à obra”. Começou por fazer diversas reuniões com jornalistas e arquitectos para discutir sobre o Parque.
Tomaram como primeira decisão que nenhuma avenida iria atravessar o Parque porque este seria o maior parque urbano construído na Europa.
De seguida decidiram que não se iria construir uma avenida em frente ao mar porque existia na altura um conjunto de casas no projecto inicial.
Ligado a isto foram criados dezenas de actos de comunicação, como por exemplo, arranjaram-se helicópteros da Força Aérea para mostrar as zonas verdes do porto aos jornalistas.
Segundo Custódio Oliveira das coisas mais positivas da cidade do Porto e dos mandatos de Fernando Gomes é o Parque da Cidade. Talvez a mais positiva, e o parque da cidade é o filho do buraco do Bom Sucesso .

“A cidade ganhou um parque fantástico por causa de um buraco, de um shopping, de um prédio” Custódio Oliveira
.
O ex-assessor referiu que se não tivesse existido o prédio aquele parque seria rodeado de casas, iria ter uma avenida de obras ao meio.
.
Este exemplo dado por Custódio Oliveira é claramente um exemplo de um pseudo-acontecimento inserido numa estratégia de comunicação. O importante era fazer com que os jornalistas e o público se interessassem pelo projecto do Parque da Cidade e se esquecessem da suposta avenida que iria atravessar o Parque.
Aula 15:Criar "factos políticos"

São diversos os tipos de acontecimentos que ocupam os meios de comunicação social. A maior parte da informação que chega aos jornalistas é fabricada, construída e manipulada, tendo em conta determinados objectivos, ou seja, quando alguém liga para uma redacção a contar um determinado acontecimento quase sempre o faz de acordo com os seus interesses, quase sempre a pessoa que liga conta os factos que mais lhe convêm. Isto é manipulação de informação.
.
Aqui vão 5 exemplos que contêm a expressão "facto político":
.
1) "Esta candidatura marca um facto político irreversível: ela assume o direito de pensar, de criticar, de agir e combater. Ela constitui-se como um movimento de inquietação cívica mobilizador de jovens por todo o país, de norte a sul, do litoral ao interior. Ela assume o romantismo e a seriedade que o exercício da política tem perdido, ela recupera o valor da consciência e de como ela é soberana nas decisões."
.
2) "O Governo Regional da Madeira quer criar um facto político com o argumento de que não tem dinheiro para aplicar na Região a lei do aborto, disse hoje o líder parlamentar do PS-M Bernardo Martins."
.
3) "Ninguém pode ter dúvidas sobre a legitimidade democrática do governo e não haverá também dúvidas sobre o seu intento em extinguir a actual RTP. Contudo, a noção de que os passos anunciados pela Governo na passada semana são apenas a aplicação do programa de um Governo até legitimado do ponto de vista político por uma moção de confiança na Assembleia da República, essa noção é altamente questionável - ao contrário do que, por exemplo, supõe o anónimo autor de um Semáforo vermelho ao Conselho de Opinião da RTP, na última página do PÚBLICO de ontem, que repreende o mesmo órgão por uma espécie de facto político que este (pelo menos ainda) não praticou, a saber, uma hipotética rejeição de um Conselho de Administração que viria apenas aplicar o programa do Governo".
.
4) "Um outro facto, ao invés, mereceu uma atenção mediática inversamente proporcional à sua mais valia nacional. Ao atacar Maria José Morgado, Paulo Portas visou criar um facto político com dois objectivos dar corpo ao levantamento interno contra Ribeiro e Castro, provando que com o estalar de um dedo consegue fazer virar para si todos holofotes; dar continuidade à sua antiga urticária contra uma mulher afastada do combate ao crime durante os tempos em que co-governava (?) o país. O ataque nada tinha, portanto, a ver com o que era enunciado já que Portas bem sabe que a cidadania ainda não morreu e nem só quem colabora com o CDS tem direito ao bom nome em Portugal".
.
5) "Esta interpelação fica marcada por um facto político absolutamente incontornável, que já foi referido mas que merece ser sublinhado: o silêncio e agora a ausência do Sr. Primeiro-Ministro".
Aula 14: Consultora de Comunicação

Ideias Chave:
Empresário revoluciona Mcdonalds em Nogueira
Para Vitor Gomes não há limites
Levar as coisas sempre para a frente é o lema dele

Público-Alvo:
População de Nogueira (oito quilómetros de Bragança).

Meios de comunicação:
Criação de um site na Internet.
Divulgação de alguns anúncios em jornais e revistas da terra onde irá constar a grande iniciativa do empresário.
Durante um dia oferecer um hamburger as pessoas que visitarem a sua loja afim de as incentivar a voltarem mais vezes.