“Manobras na Casa Branca”, de título original “Wag the Dog”, é uma sátira à vida política e à manipulação mediática existente nas sociedades modernas. Este filme pretende demonstrar como um Spin Doctor age em determinadas situações.
Respondendo à questão colocada em aula, o consultor Conrad Brean tem algumas semelhanças com os 3 consultores do filme Boris. Existem, de facto, alguns pontos de contacto entre os consultores de ambos os filmes.
1.O primeiro ponto em comum nos dois fimes é que não existe contacto directo com o Presidente. No filme Boris o presidente não aparece aos olhos dos consultores apesar de estes o verem na televisão. Já no filme Manobras na Casa Branca também não há presidente para ninguém. Ele não aparece e a única vez que se manifesta é na decisão da cor do gato para um vídeo, uma montagem sobre a guerra da Albânia. Deste modo é transmitida a ideia de que o presidente se resume a uma imagem e que precisa de uma equipa capaz de implementar medidas para a resolução de problemas.
2.Outro ponto em comum é que em ambos os os filmes as campanhas realizadas dão resultado e o Presidente ganha as eleições.
3.São criados anúncios, slogans, tudo isto para favorecer as campanhas de ambos os Presidentes. Em SB criaram o slogan “Votem no Ieltsin para bem dos vossos filhos” e em MCB “Courage Mom” e “Old shoe”.
4.São também utilizados os chamados “focus group” nos dois filmes, isto é, organizam-se em grupos de focus que lhes permite testar argumentos, as imagens, os slogans e os cartazes. Se uma imagem não agradar ao grupo é imediatamente retirada. No filme Manobras na Casa Branca a técnica " focus group" é desenvolvida com um grupo de 30 secretárias onde é lido um discurso de um soldado norte americano e do suposto apoio que o presidente irá dar. Após o discurso as secretárias saiem emocionadas.
5.Era preciso moldar/melhorar a imagem do Presidente em ambos os filmes de modo a torná-la mais simpática aos olhos do eleitorado.
Podemos então concluir que a ideia transmitida no filme “Manobras na Casa Branca”, faz uma crítica, em forma de comédia à comunicação social e às campanhas eleitorais. Demonstra ainda como os media podem ser manipulados pela política ao mesmo tempo que se molda a opinião pública. Porém, não nos podemos esquecer de que enquanto ficção o filme funciona bem mas na realidade as coisas não são bem assim. Seria impossível que os jornalistas não se apercebessem de que tudo não passava de uma farsa.
Há ainda a salientar que a imagem do Presidente está sempre oculta. De acordo com o realizador do filme, isto aconteceu porque o importante não era o presidente mas sim as relações e toda a estratégia que uma campanha eleitoral exige.

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