Aula 17:A arte manipuladora do SOUNDBITE (ACT da imagem)
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O soundbite é uma forma de manipulação da opinião pública muito simples, mas eficaz. Ou seja, consiste em escolher a palavra certa que a comunicação social irá agarrar no dia seguinte.
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O Soundbite tem como principal característica ser cada vez mais curto pois na televisão é necessário que os políticos tenham no seu discurso algumas palavras-chave que se destaquem das outras. Só assim conseguirão atrair a atenção dos jornalistas e entrarem no espaço mediático.
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Citação:
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“Nas democracias, os políticos, mesmo os mais importantes, têm de sintetizar as suas ideias em duas ou três frases curtas e em meia dúzia de sinais. Só assim conseguem fazer passar as suas mensagens”
MARTINS, Luis Paixão, Schiu… está aqui um jornalista, Notícias Editorial, 2ª edição, pág.19.
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Vejamos um exemplo de um soundbite:
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Perante a recusa de Cavaco Silva no uso da sua imagem nos outdoors do PSD para as legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, Luís Filipe Menezes proferiu o seguinte soundbite: "Cavaco não é dono da sua imagem".
“Nas democracias, os políticos, mesmo os mais importantes, têm de sintetizar as suas ideias em duas ou três frases curtas e em meia dúzia de sinais. Só assim conseguem fazer passar as suas mensagens”
MARTINS, Luis Paixão, Schiu… está aqui um jornalista, Notícias Editorial, 2ª edição, pág.19.
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Vejamos um exemplo de um soundbite:
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Perante a recusa de Cavaco Silva no uso da sua imagem nos outdoors do PSD para as legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, Luís Filipe Menezes proferiu o seguinte soundbite: "Cavaco não é dono da sua imagem".

«Em Portugal, os homens de Estado não se criam, decretam-se, escreveu Eça de Queiróz em 1867, no Distrito de Évora. Já não há reis que detenham o poder de «com uma assinatura, elevar um homem qualquer, ignorante e nulo, àquela ciência, àquela superioridade de espírito, àquela altura intelectual que pedem as regências públicas», como acrescentava Eça. Mas a televisão e a imagem substituíram o monarca nessa função de decidir, por razão ou por capricho, quem é e quem não é homem de Estado.
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A elaboração da lista de deputados prolonga hoje essa mistura de vaidade, espírito burocrático e ignorância que o autor das Páginas de Jornalismo retratava no século XIX. Ficando demonstrado, através da palavra de Eça, que a mediocridade é anterior à televisão na história da humanidade.
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A cobertura mediática das listas potenciou os casos negativos, à medida que estes se ofereceram. No PSD, sobressaiu a entrevista doméstica a Pôncio Monteiro, o que sempre permitiu apreciar a decoração da casa, em particular o quadro exposto sobre a lareira. No PS, destacou-se que na lista com mais mulheres de sempre ficou de fora a presidente das mulheres, além do caso Paulo Pedroso. O PP saiu em glória, fresco que nem uma alface, chegando ao excesso de se declarar «um partido sossegado» (as televisões expuseram mesmo um dirigente que adormeceu).
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Assim, Portas conseguiu salvar a imagem do PP dos destroços do tsunami governamental. Já o PS, ao aplicar aos casos Pedroso e Fertuzinhos a solução cozida, que não é carne nem peixe e é carne e peixe ao mesmo tempo, mostrou que o guterrismo é uma ideologia viva. O Bloco já não viabiliza governos socialistas um ziguezaguear tranquilo. A fava do bolo-rei das listas saiu ao PSD, agravada pelo episódio do cartaz, um restyling do famoso ícone marxista-leninista, apesar das dissemelhanças capilares. Note-se como Sá Carneiro aparece, sorridente, num ângulo idêntico ao de Santana Lopes, enquanto Cavaco aparece de frente, inexpressivo. O grande soundbite televisivo foi de Luís Filipe Menezes «Cavaco não é dono da sua imagem». Assim se provando que o estatuto de homem público é definido por decreto visual.
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A TVI elegeu ontem Coimbra como o duelo mais interessante da campanha. A nomeação mediática valoriza Nobre Guedes enquanto figura ecológica, o que capitaliza a favor do PP toda a carga negativa da co-incineração. A SIC lembrou que a presença de Matilde Sousa Franco é ausência de Manuel Alegre no «distrito da co-incineração». Sua Majestade, a televisão, decreta assim a sua vontade».
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O espaço político é tão disputado que a eficácia do político é determinada pelo facto de este conseguir ou não divulgar a sua mensagem. Para tal, tornou-se vital a recorrência às ferramentas do marketing político que chegam, inclusivamente, a incidir na sua própria imagem , controlando desde o modo como se veste ao modo como fala. Há, contudo, qualidades inatas que poderão favorecer a condição do profissional da política, como, por exemplo, o carisma.
O espaço político é tão disputado que a eficácia do político é determinada pelo facto de este conseguir ou não divulgar a sua mensagem. Para tal, tornou-se vital a recorrência às ferramentas do marketing político que chegam, inclusivamente, a incidir na sua própria imagem , controlando desde o modo como se veste ao modo como fala. Há, contudo, qualidades inatas que poderão favorecer a condição do profissional da política, como, por exemplo, o carisma.

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